Considerações a respeito dos cartões pré-pagos

O objetivo deste artigo é trazer informações a respeito dos cartões pré-pagos como VTM, Mastercard Travel Card, dentre outros das mais diversas bandeiras.

Este produto está fazendo um grande sucesso por conta da alíquota do IOF para compras internacionais pagas com os cartões de crédito que é de 6,38%, uma vez que usando um cartão pré-pago a alíquota do imposto é de apenas 0,38% a mesma para a compra de papel moeda e travel check. Outro aspecto favorável dos cartões pré-pagos é a facilidade de levar apenas um cartão e não uma enorme quantidade de notas e cheques durante a viagem, o que significa teoricamente mais segurança e praticidade.

Contudo, antes de planejar a sua viagem, se optar por essa modalidade de cartão para o pagamento das suas despesas você deve estar atento para algumas informações importantes.

Primeiro: os cartões pré-pagos são vendidos pelos bancos, alguns pelas próprias operadoras e por casas de câmbio, então, antes de comprar você deve pesquisar bastante, ler atentamente as informações, verificar os valores cobrados para saques internacionais, limites com relação a saques e também quanto a utilização para compras, e outros detalhes de grande importância.

Segundo: para pagamento de reservas de hotéis e aluguel de carro, é bom frisar que os cartões pré-pagos são aceitos. No entanto, haverá um bloqueio que pode variar – conforme o estabelecimento – no saldo restante, posto que prestar-se-á como caução, sendo que muitas vezes tal valor demora até 30 (trinta) dias para ser liberado. Algumas operadoras ainda informam que todo o saldo remanescente poderá ser bloqueado como caução, o que vai impossibilitar o uso já que o valor ficará comprometido com tais reservas.

Dessa forma, mais indicado, quando da reserva de um hotel ou aluguel de um veículo é valer-se do cartão de crédito.

Terceiro, outra peculiaridade do cartão pré-pago a se destacar é a questão da segurança, pois nos Estados Unidos, ainda são raras as máquinas que aceitam cartões com “chip” para utilização com a respectiva senha, mas prevalece a utilização da tarjeta eletrônica e da assinatura.

Deste modo, em caso de perda, roubo, extravio do cartão é bom tratar de informar rapidamente a instituição que o emitiu para bloqueá-lo, pois, as lojas não tem por hábito solicitar documentos para a comprovação da identidade e as operadoras de cartões pré-pagos geralmente informam – por contrato – que até o aviso formal de perda ou roubo, o proprietário do cartão será responsável pelos gastos indevidos efetuados.

Já os cartões de crédito normalmente aceitam todas as contestações de débito relacionadas a roubo e extravio por conta dos seus seguros evitando assim maiores dores de cabeça para o seu utilizador, razão pela qual, com relação a segurança, eis outro ponto a favor dos cartões de crédito.

Quarto: outra questão que merece destaque é que o cartão pré-pago – quando utilizado no exterior – se presta como um cartão de crédito. Somente no Brasil é que realmente “funciona” como um cartão de débito, logo se você estiver nos Estados Unidos e uma loja estiver oferecendo desconto para o pagamento em espécie, o cartão pré-pago não se mostrará como uma boa alternativa, pois não lhe conferirá o nenhum desconto, já que ele é considerado, como já bem enfatizamos, um cartão de crédito.

Com base nessas informações fundamentais, se você optar por este tipo de cartão (pré-pago) por certo terá facilidade na sua utilização, bem como uma economia de 6% de IOF, mas vale também a pena considerar os apontamentos acima de forma que, a título de sugestão, eu, Greicy Pantoja, aconselho aos leitores a jamais viajarem com a totalidade dos seus recursos empregados num único cartão pré-pago.